sábado, 18 de maio de 2024

Pentecostes

 


Pentecostes - Atos 2, 4

(Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia)

 

Da direita para esquerda:
Um homem que finalmente vê algo,
Uma mulher desperta do seu estupor,
Uma garota que começa a cantar,
Um cansado que se levanta.
 
Bocas que se abrem,
Pessoas que se põem a falar.
 
Da esquerda para a direita:
Vento que sopra através deles,
Fogo que irrompe na escuridão,
Tudo se move.
Vinde, Espírito Santo.

 

 

Reflexão:

 

Esses versos trazem uma bela reflexão sobre o evento de Pentecostes descrito nos Atos dos Apóstolos. Eles retratam a transformação que ocorreu quando o Espírito Santo desceu sobre os discípulos.

Do ponto de vista da direita para a esquerda, há uma progressão de percepção e despertar: um homem que finalmente vê algo, uma mulher que desperta do seu estupor, uma garota que começa a cantar e um cansado que se levanta. Isso sugere uma mudança de consciência e de estado interior nas pessoas.

Depois, vemos a manifestação externa dessa transformação: bocas que se abrem e pessoas que começam a falar em outras línguas. Isso simboliza a comunicação e a expressão daquilo que foi despertado dentro delas pelo Espírito Santo.

Na sequência da esquerda para a direita, temos a imagem do Espírito Santo agindo: o vento que sopra através delas, o fogo que irrompe na escuridão e tudo se movendo. Essas imagens transmitem dinamismo, poder e ação divina.

Por fim, a invocação "Vinde, Espírito Santo" reflete a aspiração por essa mesma experiência transformadora e renovadora em nossas vidas. É um convite para que o Espírito Santo atue em nós, nos impulsionando a viver de acordo com a vontade de Deus e a espalhar Seu amor e Sua verdade pelo mundo.


(Texto: Servaas Bellemakers; Desenho: Hans Wessels; Tradução e Reflexão: André Oliehoek)

sábado, 11 de maio de 2024

Ascensão do Senhor



Ascensão Do Senhor - Atos 1, 9

(E dizendo isto, elevou-se à vista deles e uma nuvem o ocultou a seus olhos.)

 

Alegria em um novo começo,
Mas também surpresa e confusão,
Ficamos a ver navios.
 
Ainda não podes acreditar,
Esfregas os olhos.
Fitando o céu.
 
Mas na luz
não deves olhar.
Na luz, deves seguir.
 
Olha, uma mão toca teu ombro,
É a tua vez,
É a nossa vez.

 

Reflexão:

 Que bela reflexão! Parece transmitir um sentimento de estar no limiar de algo novo e excitante, mas também com uma pitada de desconhecido e incerteza. A ideia de não olhar diretamente para a luz, mas sim seguir em frente, pode ser interpretada como um convite para abraçar o futuro com confiança e determinação, mesmo que não saibamos exatamente o que nos espera. E a imagem da mão tocando o ombro, simbolizando apoio e encorajamento, é reconfortante. 


(Texto: Servaas Bellemakers; Desenho: Hans Wessels; Tradução e Reflexão: André Oliehoek)

domingo, 5 de maio de 2024

6º Domingo da Páscoa

 



Sexto Domingo Da Páscoa - 1 João 4, 7-10

(Uma mulher de Samaria vem tirar água. Jesus lhe diz: “Dá-me de beber.” ....)

Canção de amor

 

Teus olhos brilham, amiga,
Inesperado e suave
Como passarinhos. Teu cabelo é
Uma cachoeira de vida.
 
Teus lábios e tua boca de palavras,
Teu pescoço construído sobre liberdade.
Teus seios são dois cervos que
Saltam com a minha chegada.
 
Até a noite cair com sombras,
Eu quero ir para a região montanhosa
Explorar, coletar perfume.
Tudo em ti é lindo, amiga
 
Nós descemos do alto.
Menina dos olhos, menina mágica,
Deixe-me beber de ti,
Beber da tua abundância,
 
Tu tocaste meu coração.
Tu es um jardim, uma fonte
Selada, fechada para o público, e
Ninguém vai te ganhar - ou
 
Tu es um jardim que se abre,
Um jardim perfumado que floresce,
Uma fonte que jorra e jorra?

 

 

Reflexão:

 

Neste encontro entre Jesus e a mulher samaritana, há uma troca profunda que vai além da simples solicitação de água. Jesus revela sua natureza divina ao falar sobre a água viva que Ele pode oferecer, uma água que sacia a sede espiritual e traz vida eterna. A passagem nos convida a refletir sobre como podemos encontrar Deus nas situações cotidianas e nas pessoas ao nosso redor.

 

A canção de amor que você compartilhou ecoa essa busca por algo mais profundo e significativo nas relações humanas. Os versos descrevem a beleza e a intensidade do amor, utilizando metáforas que evocam a natureza e a sensualidade. A imagem da mulher como um jardim e uma fonte sugere tanto uma beleza interior que precisa ser explorada e apreciada, quanto a generosidade e abundância que ela oferece ao amado.

 

Assim como Jesus enxergou além das aparências e alcançou o coração da mulher samaritana, a canção nos convida a enxergar além das superfícies e a buscar a essência e a beleza profunda nas pessoas ao nosso redor. É uma reflexão sobre a capacidade do amor de nos transformar e nos conectar uns com os outros de maneira genuína e profunda.


(Texto: Servaas Bellemakers; Desenho: Hans Wessels; Tradução: André Oliehoek; Reflexão: com ajuda da IA)